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ÍDOLOS
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Nilo: O primeiro grande talento do Botafogo
Baixinho veloz e ágil, Nilo Murtinho Braga era técnico ao extremo. Nos dois sentidos da palavra. Em campo, tinha todos os fundamentos. Fora dele, na
década de 30, ajudou o clube como auxiliar-técnico. Nilo teve quase 20 anos
de Glorioso. Poderia ter sido mais. Em 1922, quando seu tio deixou o clube
por desavenças políticas, o craque também se afastou, solidariamente. Porém
o amor que sentia pelo Botafogo o levou a um time da Segundona, exatamente
para não ter de cruzar com o time de seu coração. Todavia, seu talento era tamanho que o meio-campo seria resgatado pelo Fluminense. Nas Laranjeiras, ganhou um Carioca e a primeira artilharia da
competição. Ao retornar a General Severiano, entrou para a históroa ao
marcar 30 gols no Carioca de 1927. Com o feito, tornou-se o maior goleador
de uma única edição do campeonato. O craque voltou a ser o home-gol do
torneio em 1930. Nilo encerrou a carreira pouco depois do tetracampeonato de
1935. Alcançara o invejável número de 185 gols em 201 apresentações pelo
Alvinegro.
Nome: Nilo Murtinho Braga
Nascimento: 03/04/1903, no Rio de Janeiro
Falecimento: 5/2/1975, no Rio de Janeiro
Posição: Meio-campo e atacante
Quando jogou: 19 anos (1920-1921 e 1927-1938)
Títulos: Carioca em 30, 32, 33, 34, 35
Nilo representou o Botafogo na primeira Copa do Mundo, em 1930. Pela Seleção
Brasileira, o craque assinalou 11 gols em 19 partidas. Despediu-se do
Glorioso contra o Olaria, em maio de 1938. Sua estréia ocorrera 18 anos
antes, nas Laranjeiras, em 1920. No terceio time do clube, vistia a camisa
pela primeira vez em 1919, vencendo o Flamengo por 1 a 0 .

Heleno de Freitas
Dono de um gênio intempestivo que muitas vezes o
fazia ser expulso de campo e lhe trazia muitos inimigos, Heleno,
apelidado de Gilda, por seu temperamento, foi o símbolo de um
Botafogo guerreiro, que nunca se dava por vencido. Chegou ao time
principal do Botafogo em 1937, com a responsabilidade de substituir
o ídolo Carvalho Leite (goleador do tetracampeonato estadual, de
1932 a 35) e não decepcionou a torcida, com grande habilidade e
excelente cabeceio. Dono de uma postura elegante dentro e fora de
campo, foi o maior ídolo alvinegro antes de Garrincha, mesmo sem
nunca ter sido campeão pelo clube. Marcou sua passagem pelo Glorioso
com 204 gols em 233 jogos, tornando-se o quarto maior artilheiro da
história do clube. Deixou General Severiano em 1948, quando foi
vendido ao Boca Juniors, da Argentina. Ainda atuou pelo Vasco (onde
foi campeão estadual, em 49), pelo Atlético de Barranquilla (da
Colômbia) e pelo América antes de ser internado em um sanatório em
Barbacena, em 1953, onde morreria seis anos mais tarde.

Garrincha
Ficha completa
Nome: Manoel Francisco dos Santos
Nascimento: Magé, RJ, 18/10/1933
Posição: Ponta Direita
Quando jogou: Botafogo (1953 a 1965)
Atuações com a camisa do Botafogo:
Para muitos, Garrincha foi o mais habilidoso
jogador de futebol que já existiu. Dono de uma incrível capacidade
de driblar, ele é o símbolo máximo do Botafogo em sua história. Após
tentar a sorte e ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão (por
causa de suas pernas tortas e do desvio que tinha na coluna),
Garrincha foi treinar no Botafogo. Em sua primeira jogada, pôs a
bola entre as pernas do já lendário lateral-esquerdo Nilton Santos e
acabou contratado a pedido do próprio lateral. Pelo Botafogo,
disputou 608 partidas e marcou 245 gols. Conquistou três Campeonatos
Cariocas (1957, 61 e 62) e dois Torneios Rio-São Paulo (1962 e
1964). Pela Seleção Brasileira, conquistou duas Copas do Mundo (1958
e 1962), e detém até hoje uma marca impressionante: perdeu apenas
uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção. Vítima de
cirrose hepática, morreu no Rio de Janeiro em 1983. Em 1998, foi
escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que
contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

Nilton Santos
Ficha completa
Nome: Nilton dos Santos
Nascimento: Rio de Janeiro, RJ, 16/5/1925
Posição: Lateral-esquerdo
Quando jogou: Botafogo (1948 a 1964)
Atuações com a camisa do Botafogo:
Sua habilidade e controle de bola,
aliados à
categoria e à segurança, o transformaram no maior lateral-esquerdo
da história do futebol mundial, chegando a ser chamado de "A
Enciclopédia do Futebol". Em toda sua carreira jogou apenas no
Botafogo e na Seleção Brasileira, tendo defendido o alvinegro em 718
partidas, marcando 11 gols. No alvinegro, foi campeão carioca quatro
vezes (1948, 1957, 1961 e 1962) e conquistou dois Torneios Rio-São
Paulo (1962 e 1964). Foi bicampeão mundial pela Seleção Brasileira,
em 1958 e 1962, e esteve também nas Copas de 50 e 54. Nunca perdeu
uma decisão e, assim como Garrincha, foi escolhido para seleção da
Fifa de todos os tempos, em eleição realizada em 1998.
Jairzinho
Revelado em General Severiano, Jairzinho herdou e
honrou a camisa 7 de Garrincha no Botafogo, na segunda metade dos
anos 60 e início dos 70. No Mundial do México, em 1970, foi o
artilheiro do Brasil, com 7 gols (marcando em todas as partidas), e
ganhou o apelido de "Furacão da Copa", por sua velocidade e
disposição. Em 404 partidas pelo Botafogo, marcou 189 gols,
conquistando o bi-bi do Campeonato Carioca e da Taça Guanabara
(1967/68) e dois Torneios Rio-São Paulo (1964 e 1966). Disputou três
Copas do Mundo (66, 70 e 74) e foi campeão uma vez (1970).
Quarentinha
Mesmo sendo o maior artilheiro da história do
Botafogo, com 308 gols em 442 jogos, Quarentinha não via motivos
para comemorações. O ponta-de-lança com potente perna esquerda nunca
fazia festa para seus gols, o que irritava a torcida botafoguense.
Dizia que não havia razão para festejos, pois ele estava apenas
cumprindo com a obrigação, já que era pago pra isso. Jogando ao lado
de Didi e Garrincha, fez história e foi o artilheiro do Campeonato
Carioca por três edições seguidas: 1958/59/60. Tem a melhor média de
gols da história da Seleção Brasileira: 1 gol por jogo (17 jogos e
17 gols).
Didi
O "Príncipe Etíope". A sua maestria na arte de
jogar futebol lhe rendeu vários títulos e homenagens, exaltando sua
classe e sua elegância. Didi é uma das poucas unanimidades no que se
refere a jogadores de habilidade e liderança no futebol brasileiro.
Ficou famoso como o inventor da "folha seca", um estilo de cobrar
falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma
folha caindo. Em uma cobrança de falta nesse estilo, classificou o
Brasil para a Copa de 58, com a vitória por 1 a 0 sobre o Peru, nas
eliminatórias de 1957. Na Suécia, foi eleito o melhor jogador do
Mundial. Foi, também, o autor do primeiro gol no Maracanã, na
partida inaugural do estádio, em 1950, entre as seleções carioca e
paulista (com vitória de São Paulo, por 2 a 1). Pelo Botafogo, Didi
disputou 313 partidas, marcando 114 gols e conquistando três
Campeonatos Cariocas (1957, 61 e 62) e um Torneio Rio-São Paulo
(1962). Pela Seleção Brasileira, conquistou duas Copas do Mundo
(1958 e 1962), tendo participado também da Seleção que foi à Copa de
54, na Suíça. Jogou também pelo Fluminense e pelo Real Madrid.
Zagallo
Conseguir destaque na ponta-esquerda de uma linha
em que atuavam os mitos Mané Garrincha e Didi, além do consagrado
Amarildo, não era para qualquer um. E Zagallo foi titular nesse
lendário ataque, que levou o Botafogo ao bi-campeonato de 61/62,
exatamente por não ser um jogador comum. Zagallo Patenteou o estilo
"formiguinha", o do ponta esquerda que volta para marcar no meio
campo. Mário Jorge Lobo Zagallo, nasceu em Maceió, a 9 de agosto de
de 1931, e mudou-se para o Rio de Janeiro aos 8 meses de idade. Em
43, entrou no América como sócio contribuinte. Jogava volei também.
No início da década de 50 tranferiu-se para o Flamengo. Sua história
no Botafogo começou logo depois logo após a Copa de 1958, na Suécia.
Em General Severiano já chegou respeitado pelo novo jeito de jogar
na ponta-esquerda, se preocupando com o meio campo. Zagallo
abandonou a carreira de jogador em 1965, aos 34 anos. A partir de
então, o ponta-esquerda simples e eficiente deu lugar ao treinador
estudioso e estrategista, que contribuiu para a modernização do
futebol brasileiro.
Gérson
Durante quase dezoito anos de futebol, Gérson Nunes
de Oliveira, o Canhotinha de Ouro era amado ou odiado. Ouviu
elogios, como ser chamado de ídolo e críticas como mau-caráter. Mas
ninguém negava seu futebol refinado, inteligente, estratégico.
Gérson criou fama e prestígio graças a sua perna canhota. Com ela,
fazia os famosos lançamento de 30 ou 40 metros. A fama de violento
começou em 62, quando quebrou a perna do juvenil Mauro durante um
treino. Sobre a fama de mau-caráter, diz: "Sempre defendi os
interesses de companheiros menos favorecidos pela fama." Foi um dos
grandes líderes da seleção de 1970 ao lado de Carlos Alberto Torres
e Pelé. Encerrou a carreira no Fluminense em 1975.

Paulo César Caju
Jogador de técnica excelente, muita habilidade,
inteligência na armação das jogadas e chute forte com a perna
direita, só não foi unanimidade no futebol devido ao temperamento -
era irreverente e debochado. Na final da Taça Guanabara de 1967,
contra o América, marcou os três gols do Botafogo na vitória por 3x2
- e era o seu primeiro ano como profissional. Disputou as Copas de
1970 (e foi campeão) e a de 1974.
Túlio
Dentro da Área, fazia gol de qualquer jeito. Com
bom posicionamento, marcava gols "fáceis", aproveitava bem o cochilo
dos zagueiros adversários. Último grande ídolo do Botafogo até os
dias de hoje, foi o principal responsável pela conquista inédita do
Brasileirão de 1995. Marqueteiro de primeira, vivia dando nome aos
gols (os quais prometia e quase sempre cumpria) e promoveu
rivalidades. Se proclamou o "Rei do Rio". Túlio "Maravilha", como
ficaria conhecido no auge, foi artilheiro do Brasileiro de 1989,
1994 e 1995. Disputou a Copa América e fez um histórico gol de mão
que desclassificou a Argentina (Desbancando Maradona! hehe!). Não
teve muita sorte na Seleção Brasileira. Saiu do Botafogo para o
Corinthians, e depois passagem frustrada, foi para o Vitória onde
mais uma vez passou despercebido. Voltou ao Botafogo em 1998 e
formando dupla de ataque com Bebeto, levou o Botafogo ao campeonato
do Rio-São Paulo.
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