Mais uma vez na temporada, o Alvinegro Carioca leva a melhor sobre o mineiro
O início não foi lá um show de bola, mas ao contar com o descontrole emocional do Atlético Mineiro, o Botafogo chegou a uma sonora goleada de 4 a 0, na noite desta quarta-feira, no FOGUEIRÃO. Com o resultado, o Glorioso se afasta da zona de rebaixamento e empurra o Galo para a degola.
O roteiro parecia perfeito para mais uma ótima atuação do Botafogo sob o comando de Ney Franco. Na primeira e envolvente jogada de ataque do jogo, Diguinho enfiou para Triguinho, que cruzou para Wellington Paulista. Empurrado pelo lateral César Prates, o atacante não pôde concluir. Pênalti bem marcado e convertido por Lucio Flavio, a um minuto de jogo. A partir daí, porém, inexplicavelmente o Glorioso desafinou.
Recuado, o Alvinegro Carioca se limitou a contra-atacar o Galo, que, de forma atabalhoada, tentava impor seu jogo. Entretanto, as duas equipes mostravam imensa dificuldade de saírem jogando do campo de defesa, o que tornou o nível da partida sofrível.
Apostando na velocidade de Carlos Alberto, que nunca foi a marca registrada do meia-atacante, o Botafogo desperdiçava os espaços cedidos pela zaga atleticana, que batia cabeça. Mas quem deu as cartas na primeira etapa foi o assistente gaúcho Marcelo Bertanha Barison, incapaz de acertar uma única marcação de impedimento no ataque do Galo.
A sucessão de erros de passe e falhas na marcação, somadas a ineficiência dos setores ofensivos deu o tom até o fim dos 45 minutos. Por conta disso, Ney Franco, irritado, até manteve a formação tática, mas mexeu nas peças envolvidas no intervalo. Sacou os alas Thiaguinho e Zé Carlos para promover a entrada dos atacantes Gil e Jorge Henrique. Assim, Túlio passou a ocupar a lateral direita, enquanto Jorge Henrique se revezou com Gil na esquerda.
Alexandre Gallo, por sua vez, preferiu manter a mesma formação. Não por muito tempo. Aos 5, Renan Oliveira deu lugar ao experiente Marques, que melhorou a movimentação e deu qualidade ao ataque do Atlético.
Mas o que já era ruim, ficou pior. Após cometer falta em Wellington Paulista, César Prates foi expulso, aos 14. Com isso, o lateral Calisto entrou e o atacante Eduardo foi sacrificado para que o setor esquerdo fosse recomposto. Era tudo o que o Botafogo precisava para voltar a fazer a orquestra funcionar, mesmo que o Maestro tenha deixado o gramado, para a entrada de Leandro Guerreiro, o carregador de piano.
Aproveitando-se da péssima noite da retaguarda mineira, Triguinho se lançou ao ataque e, livre, completou com categoria cruzamento de Jorge Henrique, que desviara na zaga.
Aparentemente, a vantagem descontrolou os jogadores do Galo, que passaram a entrar de forma violenta. Primeiro, Calisto deu entrada duríssima em Renato Silva, que saiu de maca. Depois, Yuri, que acabara de entrar, acertou Túlio em cheio e foi expulso.
O caixão foi fechado em dose dupla. Carlos Alberto roubou a bola na saída da defesa adversária e marcou o terceiro. Em seguida, aos 44, Gil fez seu primeiro gol pelo clube. E, no fim, a emenda saiu melhor que o soneto.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO X ATLÉTICO-MG
Estádio: FOGUEIRÃO, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 23/7/2008 - 21h50h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-SP)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS)
Renda/público: R$ / pagantes
Cartões amarelos: Triguinho, Thiaguinho e Túlio (BOT); César Prates, Gedeon, Francis e Márcio Araújo (ATL)
Cartões vermelhos: César Prates, 14'/2ºT e Yuri, 35'/2ºT (ATL)
GOLS: Lucio Flavio, 1'/1ºT (1-0); Triguinho, 23'/2ºT (2-0); Carlos Alberto, 38'/2ºT (3-0) e Gil, 44'/2ºT (4-0)
BOTAFOGO: Castillo, Renato Silva, Andre Luis e Triguinho; Thiaguinho (Jorge Henrique, intervalo), Túlio, Diguinho, Lucio Flavio (Leandro Guerreiro, 18'/2ºT) e Zé Carlos (Gil, intervalo); Carlos Alberto e Wellington Paulista - Técnico: Ney Franco.
ATLÉTICO MINEIRO: Édson, Mariano, Vinícius, Marcos e César Prates; Francis (Yuri, 12'/2ºT), Serginho, Gedeon, Márcio Araújo e Renan Oliveira (Marques, 5'/2ºT); Eduardo (Calisto, 16'/2ºT) - Técnico: Alexandre Gallo.