Time de Ney Franco faz a sena com o 1 a 0 e atinge a sexta vitória consecutiva no Brasileiro
Botafogo mantém invencibilidade de 15 anos no Rio e bate o Cruzeiro no FOGUEIRÃO
O Botafogo se valeu sobretudo da paciência para furar a retranca imposta pelo técnico Adilson Batista e foi premiado com um gol de pênalti, um tanto duvidoso, é verdade, batido por Lucio Flavio aos 33 da segunda etapa, para vencer o Cruzeiro, na noite desta quarta, no FOGUEIRÃO.
O irresistível time comandando por Ney Franco atingiu sua sexta vitória seguida, marca inédita na história do clube em Brasileiros, e chegou a terceira posição na competição, agora com 37 pontos, encostando na Raposa, que parou nos 39.
Já se tornou repetitivo. Quando o Cruzeiro entra em campo, não é raro que repórteres e torcedores tenham algum trabalho para identificar a formação posta em campo por Adilson Batista. Principalmente com cinco desfalques para escalar o time.
Para encarar o Botafogo, no FOGUEIRÃO, o técnico celeste resolveu encher o meio-de-campo de jogadores e complicou a movimentação e o toque de bola alvinegro, marcas registradas do time de Ney Franco.
Retraído, o Cruzeiro sofreu nos primeiros minutos até se acertar em campo, já que grande parte da equipe atuava junta pela primeira vez. Com mais vontade, o Botafogo roubava bolas e arriscava tabelas, sem criar muito perigo para o goleiro Fábio, porém.
Aos poucos, o batalhão de Adilson equilibrou o jogo e passou a ameaçar a defesa alvinegra, desfalcada de Renato Silva - um de seus pilares -, sobretudo nos contra-ataques. Guilherme, carrasco do Botafogo, chegou a cabecear uma bola na trave.
Na parte final do primeiro tempo, o Glorioso voltou a dominar, só que forçando as jogadas pelo meio em demasia, o que irritou Ney Franco no intervalo.
O excesso de jogadores no centro do campo tornou o jogo ainda mais pegado e fraco tecnicamente, apesar de uma grande chance desperdiçada por Wellington Paulista. O resultado foram cinco cartões amarelos para o time celeste em pouco mais de 45 minutos de jogo.
Mesmo aparentando satisfação com o resultado, Adilson resolveu abrir o ferrolho ao trocar Gérson Magrão por Weldon, enfim, um atacante para fazer companhia a Guilherme. A partir daí, a partida se tornou mais dinâmica e Carlos Alberto quase inaugurou o marcador ao cobrar uma falta da meia-lua, aos 18, após Fábio ter caído com a bola nas mãos fora da área.
Mas Adilson, que de tanto reclamar foi expulso do banco de reservas, ficaria sem armadores quando Camilo também se descontrolou ao fazer falta dura em Wellington Paulista e ir mais cedo para o chuveiro.
Rapidamente, Ney se aproveitou e pôs Gil na vaga de Diguinho, aproveitando-se da vulnerabilidade do lado direito da defesa celeste, que contava apenas com o improvisado Elicarlos.
E foi justamente por ali que, dois minutos depois, Gil perdeu excelente oportunidade, ao bater cruzado, rente à trave esquerda. Logo depois, de peixinho, um azarado Wellington Paulista quase comemorou. Mas se o seu gol não queria sair de jeito nenhum, ele resolveu dar aquela cavada na jogada seguinte e o árbitro Giulliano Bozzano marcou pênalti de Thiago Heleno.
Na cobrança, Lucio Flavio deixou o Botafogo em vantagem, aos 33, um minuto antes do gol de Zé Carlos contra o Palmeiras, semana retrasada, em jogo que também terminou 1 a 0. O placar inflamou os mais de 28 mil alvinegros no FOGUEIRÃO e não deu qualquer chance de reação para um combalido Cruzeiro, que se conformou em tentar um último suspiro, sem sucesso, com as entradas de Jajá e Carlinhos.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 1 X 0 CRUZEIRO
Estádio: FOGUEIRÃO, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 20/8/2008 - 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Giuliano Bozzano (Fifa-SP)
Auxiliares: Angelo Rudimar Bechi (SC) e Eberval Lodetti (SC)
Renda/público: R$ 251.902,50 / 23.796 pagantes
Cartões amarelos: Jorge Henrique e Diguinho (BOT); Thiago Heleno, Guilherme, Marquinhos Paraná, Jadílson e Camilo (CRU)
Cartões vermelhos: Camilo, 24'/2ºT
GOL: Lucio Flavio, 33'/2ºT
BOTAFOGO: Renan, Thiaguinho, Edson, Andre Luis e Triguinho; Diguinho (Gil, 26'/2ºT), Túlio, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista - Técnico: Ney Franco
CRUZEIRO: Fábio, Thiago Martinelli, Léo Fortunato e Thiago Heleno; Elicarlos, Henrique, Marquinhos Paraná, Camilo, Gerson Magrão (Weldon, 12'/2ºT) e Jadílson (Carlinhos, 40'/2ºT); Guilherme (Jajá, 40'/2ºT) - Técnico: Adilson Batista