NOTÍCIA DO DIA
27 de junho de 1971
A PROVA DO CRIME
A PROVA DO CRIME

A foto publicada na revista Manchete, na semana seguinte à final de 1971, mostra claramente o lateral-esquerdo Marco Antônio utilizando o cotovelo esquerdo para impedir que o goleiro Ubirajara Mota alcance a bola. O lance só não foi claro para o juiz José Marçal, que deixou o jogo correr, com Ubirajara batido e Lula tocando para o fundo das redes. Esta é a prova do crime cometido pelo árbitro e que valeu um campeonato.

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Botafogo e Fluminense 1971.

A derrota para o Fluminense na final de 1971 nos minutos finais, gol irregular de Lula, após a falta de Marco Antônio no goleiro Ubirajara Mota, até hoje está engasgada na garganta alvinegra.

Foi no dia 27 de junho, diante de 142.339 pagantes que lotavam o Maracanã. O empate dava ao Botafogo o título de campeão carioca. Além disso o time alvinegro era muito superior tecnicamente à equipe do Fluminense. O 0 a 0 se arrastou por 86 minutos, até o lance do gol de Lula, dando a taça aos tricolores, diante da revolta botafoguense, principalmente com o árbitro José Marçal Filho. Ele chegou à ficar anos sem apitar partidas do Botafogo, vetado pelo clube.

O lance do gol está, até hoje, vivo na memória alvinegra. Cafuringa, que entrara no decorrer do jogo, passa a bola para Oliveira, que cruza sobre a área do Botafogo. Marco Antônio salta com o goleiro Ubirajara que, empurrado pelo lateral-esquerdo tricolor, toca de leve na bola. Ela sobra para Lula. O ponta chuta cruzado e faz o gol da vitória e do título.

– Realmente empurrei o Ubirajara naquele lance. Na época evidentemente, não poderia dizer isso, mas hoje, jogando pelo Botafogo confesso que fiz mesmo falta naquela jogada - admitiu Marco Antônio, 12 anos depois, na semana de um clássico entre os dois times pela Taça Guanabara de 1983, jogo que terminou empatada em 1 a 1, curiosamente com um gol dele, Marco Antônio, para o Botafogo.